Encontro realizado em Manaus reuniu jovens e adultos para rezar, refletir e fortalecer o compromisso com a dignidade e os direitos das mulheres
Por Beatriz de Sá, via Centro MAGIS Amazônia
No dia 07 de março, das 17h30 às 19h, o Centro MAGIS Amazônia (CMA), em Manaus/AM, realizou o Ofício Divino da Juventude em sintonia com a Campanha pela vida de todas as mulheres que, neste ano de 2026, tem como tema “Mulheres vivas e livres: a esperança que resiste”, da Rede Inaciana de Juventude – MAGIS Brasil. O encontro reuniu cerca de 28 participantes, entre jovens e adultos, com o objetivo de rezar pela vida de todas as mulheres, refletir sobre suas realidades e reforçar o compromisso com a defesa da dignidade e dos direitos.
A programação teve início com acolhida, música e uma dinâmica de apresentação conduzida por Mercy Soares, educadora do Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (SARES). Em seguida, Aracelli Nascimento, colaboradora voluntária do CMA, trouxe reflexões sobre os diferentes tipos de violência enfrentados pelas mulheres na atualidade, situando o encontro na realidade concreta vivida por muitas delas.
Um dos momentos centrais foi a “Recordação da Vida”, conduzida por Beatriz de Sá, colaboradora voluntária do CMA, que convidou os participantes a homenagearem mulheres que são referência na luta pela vida e dignidade. Com uma ambientação sensível, projeção de imagens de mulheres inspiradoras, seguidas de breves reflexões, os participantes foram estimulados a escrever o nome de uma mulher inspiradora, compondo uma memória coletiva marcada por respeito e reconhecimento. A programação seguiu com a escuta da música “Maria”, de Milton Nascimento, leitura do Evangelho (João 8, 1-11) e reflexão conduzida por Mary Nellys, analista social do SARES, a partir de perguntas que provocaram partilhas profundas sobre atitudes, desafios e caminhos de resistência – Que atitudes os homens são convidados a rever na forma de olhar, falar ou tratar as mulheres no dia a dia? O que nos impede de sermos mulheres vivas e livres? Que caminhos de resistência precisamos fortalecer coletivamente? – foram as questões levantadas e debatidas no encontro.
“Gostei muito do momento, especialmente da partilha. Foi muito significativo contar também com a participação de alguns homens, e poder ouvi-los nesse processo fez toda a diferença. A partir da campanha e desse encontro, acredito que podemos continuar cultivando a esperança pelo fim da violência e por uma sociedade com mais cuidado, respeito e atenção às mulheres. Vejo que esses espaços são fundamentais para fortalecer nossa caminhada coletiva”, destacou Beatriz de Sá, participante e colaboradora do CMA.
O encontro foi concluído com preces, dança circular e um momento de convivência entre os participantes. A experiência reforçou a esperança e o compromisso com a construção de uma sociedade livre de violências, onde as mulheres possam viver com dignidade, respeito e liberdade, fortalecendo a caminhada coletiva inspirada pela espiritualidade inaciana.





















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