Com o tema “A mesa ainda está posta”, iniciativa inspirada na espiritualidade inaciana promoveu momentos de oração, testemunho e visitas a pessoas impossibilitadas de frequentar a Igreja
João Pedro da Silva Correia via Centro MAGIS Amazônia
Reconhecer o chamado de Deus na própria vida e encontrar caminhos para respondê-lo em comunidade foi a proposta dos encontros “A mesa ainda está posta”, realizados nos dias 1º, 8, 15 e 17 de outubro, em Manaus (AM). A iniciativa reuniu 25 pessoas, entre 16 e 40 anos, da Área Missionária Santa Margarida de Cortona, nas Comunidades São João Batista e Santa Margarida, localizadas no Alfredo Nascimento, Zona Leste da capital amazonense.
Realizados às 19h, os encontros foram inspirados na temática do 5º Congresso Vocacional do Brasil. A proposta foi favorecer a formação de uma comunidade vocacional, em que jovens e adultos pudessem partilhar suas experiências e encontrar apoio para reconhecer o chamado de Deus e discernir suas escolhas à luz da espiritualidade inaciana.
Encontro, testemunho, discernimento e missão
Quatro dimensões orientaram o percurso: encontro, testemunho, discernimento e missão. Nos três primeiros encontros, a programação reuniu momentos de oração, interiorização e partilha em grupo, além dos testemunhos de vida do Pe. Ponciano, SJ, e da Ir. Talita Angélica, CSJ.
A escuta e a oração diante da proposta de cada dia abriram espaço para que os participantes olhassem para a própria história e refletissem sobre sua vocação. Na perspectiva inaciana, o discernimento ajuda a reconhecer a voz de Deus em meio às experiências, aos desejos e aos desafios cotidianos, buscando compreender a direção para a qual Ele conduz.
O caminho também destacou a dimensão comunitária da vocação. A partilha dos testemunhos e das experiências pessoais favoreceu a reflexão sobre como cada pessoa pode responder ao chamado de Deus em sua realidade e no serviço aos demais.
O chamado se expressa no cuidado com o próximo
No quarto e último encontro, os participantes realizaram visitas às casas de pessoas impossibilitadas de ir à igreja por questões de saúde ou idade. A experiência missionária deu continuidade ao percurso de oração e discernimento, aproximando o grupo das necessidades de outros membros da comunidade.
Para Dorivania Corrêa Ramos, de Manaus, as visitas foram uma oportunidade de reconhecer a presença de Cristo nas pessoas encontradas. “Em cada visita aos enfermos e às pessoas necessitadas, encontramos o próprio Cristo, que nos ensina a reconhecer sua presença na fragilidade, na esperança e no coração de cada irmão”, relatou.
A participante também agradeceu aos jesuítas em formação para o sacerdócio que fizeram parte da experiência e destacou a acolhida da Comunidade São João Batista. Segundo ela, a celebração da missa renovou a fé e a esperança dos participantes.
Ao recordar o percurso, Dorivania retomou a imagem que deu nome à iniciativa e expressou o sentido do caminho vivido: “A mesa ainda está posta, e nela sempre haverá lugar para amar, acolher, servir e reconhecer a presença de Deus em cada encontro”.







































Veja também:
Projeto Construindo Pontes realiza segundo encontro internacional na Guiana
A juventude amazônica chamada a reconstruir a Igreja
Jovens da Comunidade Santa Inês vivenciam dia de espiritualidade no Centro MAGIS Amazônia

