Encontro no Centro MAGIS Amazônia convidou vocacionados a reconhecerem a presença de Deus na própria história
Gustavo Xavier de Oliveira via Centro MAGIS Amazônia
O Centro MAGIS Amazônia realizou, no dia 31 de maio de 2026, mais um encontro do Grupo de Acompanhamento Vocacional Inaciano (GAVI). A atividade aconteceu em Manaus/AM, no Centro MAGIS Amazônia, reunindo ao todo seis pessoas: dois jesuítas, um candidato a jesuíta e três vocacionados de Manaus.
O encontro foi realizado com o objetivo de ajudar no discernimento vocacional de jovens inquietos, oferecendo um espaço de escuta, oração, partilha e reflexão sobre a própria caminhada.
No primeiro momento, os participantes refletiram sobre a questão do olhar. A partir da proposta, foram convidados a partilhar como buscam olhar para Deus, para as outras pessoas e para si mesmos. A reflexão também chamou atenção para o fato de que cada pessoa não apenas olha, mas também é olhada.
Durante as partilhas, o grupo conversou sobre a certeza de que Deus vê cada pessoa, conhece sua história, suas alegrias, suas limitações e caminha com ela em todos os momentos. Também foram levantadas questões sobre a dificuldade de permitir que Deus olhe em profundidade para a própria vida e sobre como, muitas vezes, pode ser difícil sustentar o olhar das outras pessoas.
As perguntas que surgiram ajudaram a conduzir o diálogo: como cada um vê o outro? Como o outro o vê? O que é revelado ou escondido quando alguém se sente visto? A partir dessas provocações, os participantes viveram um momento de conversa sincera e de escuta sobre suas experiências.
No segundo momento, o grupo foi convidado a fazer memória da própria história. Os participantes revisitaram diferentes etapas da vida, recordando pessoas, acontecimentos e experiências que contribuíram para a formação de quem são hoje. Foram partilhadas lembranças da infância, momentos marcantes, dificuldades enfrentadas, desafios familiares, situações engraçadas e aprendizados.
A proposta também abriu espaço para conversar sobre a dificuldade de recordar certos acontecimentos do passado, especialmente aqueles que causaram sofrimento ou que muitas vezes se prefere esquecer. Mesmo assim, o exercício de revisitar a própria história ajudou os participantes a perceberem que Deus esteve presente em cada etapa do caminho, inclusive nos momentos em que Sua ação não era reconhecida.
O encontro do GAVI foi concluído com oração pessoal e partilha das moções surgidas ao longo da atividade e da oração.
Para Gustavo Oliveira, de Manaus/AM, a experiência marcou seu processo de discernimento vocacional. “Participar deste encontro do GAVI foi uma experiência muito enriquecedora e importante para o meu processo de discernimento vocacional. Ao longo do dia, fomos convidados a refletir sobre temas que muitas vezes passam despercebidos em nossa rotina, mas que possuem grande importância para o autoconhecimento e para a nossa relação com Deus.
Um dos momentos mais significativos para mim aconteceu durante a oração pessoal. Enquanto rezava, imaginei-me caminhando por uma estrada que representava a minha trajetória de vida. Ao longo desse caminho, eu encontrava diversas pessoas que marcaram minha história: familiares, amigos, professores e outras pessoas que, de alguma forma, contribuíram para o meu crescimento. O que mais me chamou a atenção nessa experiência foi perceber Deus conduzindo cada uma delas pelas mãos e me apresentando novamente. Foi como se Ele me ajudasse a enxergar que nenhuma dessas pessoas passou pela minha vida por acaso. Naquele momento, compreendi de maneira mais profunda que Deus age concretamente através das relações humanas e que cada encontro carrega um significado dentro do Seu projeto para nós.
Saio deste encontro com um sentimento de gratidão pela oportunidade de partilhar minha caminhada, ouvir as histórias dos demais participantes e perceber a ação de Deus na minha própria história. A experiência fortaleceu meu processo de discernimento e me ajudou a olhar com mais atenção para os sinais de Deus presentes em minha vida, especialmente através das pessoas que Ele coloca em meu caminho.”
Lucas Oliveira, de Manaus/AM, também destacou como a atividade o ajudou a olhar para a própria trajetória. “Foi um GAVI diferente e um tanto profundo, onde meus pensamentos voltaram ao passado e fazendo-me relembrar da minha trajetória, me fazendo sentir saudades.
Essa dinâmica era para traçar uma linha do tempo em que colocamos as datas mais importantes e assim seguindo a linha até os dias atuais.
Pra mim foi uma dinâmica que me marcou muito e me fez observar mais a vida e o quanto ela é importante.”
A atividade reforçou o acompanhamento vocacional como um caminho de escuta, oração e discernimento. No Centro MAGIS Amazônia, o GAVI segue como espaço de cuidado e formação para jovens que desejam compreender melhor os chamados de Deus em suas vidas, à luz da espiritualidade inaciana.
VEJA TAMBÉM:
Centro MAGIS Amazônia e SARES alinham atividades para o segundo semestre
Centro MAGIS Amazônia e Irmãs de São José de Chambéry realizam Projeto Amar e Servir

